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Articular nossas Lutas específicas às lutas sociais

Luis Legnani, de Santa Catarina, escreve artigo para reflexão

Aposentados 13/07/2010 | Por COBAP

A classe dos aposentados, pensionistas e idosos trabalhou para construir o Brasil e hoje, enfrenta inúmeras dificuldades. Em mais da metade dos lares, eles são responsáveis pelo sustento da família. Legítima representante da classe, a COBAP tem representantes no Conselho Nacional da Previdência, Idoso, Saúde, bem como a participação das federações e Associações nestes conselhos. Ao longo dos anos muitas batalhas foram travadas. Vivenciamos momentos históricos, como a participação nas Diretas Já, na elaboração de leis contidas na Constituição de 88, na luta pelos 147%, no Fora Collor e outros.

Aos 25 anos a entidade vive seu melhor momento, realizando debates e ações em todo o Brasil pela aprovação ds projetos que tramitam na Câmara Federal. Lutas que marcaram 2009 e 2010 em todo país, culminando com a mais recente conquista: 7,7 % de reajuste e que exigiram organização e mobilização. Saímos fortalecidos, ganhamos experiência. Porque não avançamos mais? O que e como fazer? Podemos conquistar nossas reivindicações dentro do atual sistema capitalista? Qual modelo econômico, político e social queremos? É possível construir um projeto popular?

Sabemos que o atual modelo capitalista é incapaz de atender as necessidades do povo, por favorecer uma minoria privilegiada em detrimento da maioria da população pobre. Articular nossas lutas às lutas sociais é ampliar nossa participação nos diferentes espaços e manifestações populares, com perspectiva de transformação nos movimentos sociais, igrejas e pastorais, organizações da sociedade civil, redes e fóruns das cidades e do campo, Fórum Mundial Social, Assembléia Popular, Grito dos Excluídos, no Jubileu, enfim, seremos também responsáveis pelo mutirão para a construção do " BRASIL QUE QUEREMOS".

Este projeto popular nos remete a uma construção coletiva, onde o povo seja protagonista e a democracia não se limite ao ato de votar, mas possibilite a participação de todos nas decisões. A campanha da Fraternidade Ecumênica deste ano com o tema "ECONOMIA E VIDA", nos chama para a construção de uma nova ordem econômica, onde todos são sujeitos do processo de produção, distribuição e consumo dos bens produzidos.

O poder popular que constrói o Brasil que queremos, começa por onde as pessoas vivem. É onde ocorrem os principais embates com o poder público, quando este não atende os direitos de saúde, moradia, transporte, educação e outros . Assim participamos nos conselhos, associações de moradores, fóruns, campanhas e plebiscitos. Assim como já participamos, por exemplo, da campanha pela reestatização da Companhia Vale do Rio Doce e do plebiscito contra a ALCA, contra o pagamento da dívida externa, na luta pela redução da Tarifa de Energia, na CPI da dívida e Projetos de Lei de Iniciativa Popular que exigiram nossa participação na coleta de abaixo assinados como: ficha limpa e a criação da Defensoria Pública em Santa Catarina. A mais recente campanha por um Plebiscito Nacional é pelo Limite da Propriedade da Terra, com o objetivo de conscientizar e mobilizar a sociedade brasileira para a realidade agrária, movimento coordenado pelo Fórum Nacional pela Reforma Agrária (FNRA) que vem debatendo com os movimentos sociais para incluir na Constituição Federal um novo inciso que limite as propriedades rurais em 35 módulos fiscais, variável em cada região do país.

O maior ato concreto ocorrerá na Semana da Pátria junto com o grito dos Excluídos, quando será realizado o Plebiscito. Portanto, nós aposentados, pensionistas e idosos, devemos estimular a participação de todos, nos diversos espaços democráticos de construção coletiva por um Brasil melhor.

 

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